Lançamentos Recordações Becos e Vielas
- Mônica Santana
- 29 de mar. de 2023
- 2 min de leitura
Das memórias e experiências no antigo Centro de Salvador brotou o livro Recordações de Becos e Vielas, que teve dois lançamentos: no formato Sarau Literário, no dia 28 de fevereiro, no Consulado Rosa Malê e em formato bate papo com os autores, na Livraria LDM, no dia 28 de março, também comemorando o aniversário da cidade.
Lançado pela Edtóra / Sociedade da Prensa, o livro reúne também poemas de Alex Simões e uma peça teatral de Gildon Oliveira, além de uma série fotográfica realizada por Priscila Fulô. O projeto foi contemplado pelo Edital Setorial de Literatura 2019 e tem apoio financeiro do Governo do Estado, através do Fundo de Cultura, Secretaria da Fazenda, Fundação Cultural do Estado da Bahia e Secretaria de Cultura da Bahia.
A equipe de criadores do projeto residiu por anos no Centro de Salvador, trazendo as recordações e experiências para escrita e imagens. Escritores, fotógrafa e editores caminharam juntos e olharam para as ruas, velhos casarões, ladeiras e becos da velha Salvador, produzindo um livro que entrelaça presente e passado do território e do seu próprio modo de conceber produções editoriais e gráficas. De acordo com a coordenadora do projeto e escritora, Mônica Santana “Recordações de Becos e Vielas é um livro que reúne texto e imagens de autorias negras: aqui não simplesmente representação, produzida por olhares brancos, mas produção de discurso e fabulação por quem vivenciou esse território, com os atravessamentos de corpos negros e dissidentes. O livro nasceu da vontade de contar as histórias que vivi e testemunhei nos anos em que morei, trabalhei, visitei o Centro Histórico de Salvador. Nasceu da vontade de produzir um livro fruto de memórias, bem como das andanças no presente ao lado de outras pessoas que também vivenciam esse território”.
Livro de Bolso - O projeto editorial e gráfico de Laura Castro e Tiago Ribeira, pela editora independente Edtóra/ Sociedade da Prensa, bebeu nas fontes das antigas publicações feitas nas gráficas da Ladeira do Taboão, ali no próprio Centro Histórico. O formato resgata os antigos livros de bolso, as molduras e fontes das obras publicadas na primeira metade do século XX, bem como os gradis e texturas dos casarões. “Neste projeto editorial, os diálogos entre a cidade e a página surgem dos ornamentos presentes na arquitetura de ruas como as do Pelourinho, do Carmo, da Barroquinha, da Praça da Sé. Em busca de uma certa memória gráfica da Bahia, nas ruas que percorremos junto às autorxs deste livro, percebemos como dialogam a Arquitetura, o Urbanismo e a Tipografia, como se encontram, antigas, as histórias das páginas e das ruas. Vinhetas gráficas e ornamentos de fachadas povoam livros, folhetos e cordéis de Jorge Amado, Cuíca de Santo Amaro e Manoel Querino” revela Laura Castro.






















































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